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Como prevenir as causas mais comuns de cegueira | #AbrilMarrom

Apesar de uma parcela significativa da população ser deficiente visual, as informações sobre como prevenir a cegueira ainda não são tão bem divulgadas. 

De acordo com um relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 60% dos casos de cegueira no mundo são evitáveis. No entanto, uma vez que os problemas de visão começam a ser percebidos, já pode ser tarde demais: 20% dos casos são irrecuperáveis. Por isso é tão importante se preocupar com a prevenção. 

Neste artigo, damos continuidade a nossa campanha Abril Marrom, mês de prevenção e combate à cegueira. Continue lendo para conhecer quais são as causas de cegueira mais comuns no Brasil e como evitá-las.  

O público de risco para cegueira hoje 

Infelizmente, os casos de cegueira se tornam mais comuns com o envelhecimento: 82% dos cegos têm 50 anos ou mais, de acordo com o CBO. É na terceira idade que doenças como retinopatia diabética e catarata se tornam mais comuns.  

Isso não significa que cuidar da saúde ocular desde cedo não seja importante: cerca de 500 mil crianças ficam cegas por ano no mundo, sendo que a maioria delas está em países em desenvolvimento. 

Outros fatores também podem te colocar em risco, como o uso do tabaco, exposição excessiva ao sol e a deficiência de vitamina A. 

Principais doenças que causam cegueira 

Segundo o Ministério da Saúde, as quatro doenças oculares identificadas como causas mais comuns de cegueira no Brasil são catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética. 

Catarata 

A catarata atualmente é a causa mais comum de cegueira do mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A doença causa a perda de transparência do cristalino. Essa parte do olho funciona como uma lente de câmera: ela ajuda a criar uma imagem nítida a partir da luz que entra pela pupila. Em estágios avançados, a catarata cria pontos opacos no cristalino, impedindo a luz de entrar nos olhos. 

Há três tipos de catarata: 

  • Congênita: um tipo presente no nascimento da criança, que pode ser identificada com o teste do olhinho. 
  • Secundária: quando há ligação com outras doenças oculares e fatores externos, como o hábito de fumar, exposição excessiva ao sol e acidentes. 
  • Senil: casos em que não há outra causa presente fora o processo de envelhecimento. 

O principal sintoma da doença é a visão embaçada. Na medida em que um caso se agrava, há a perda progressiva de visão até chegar à cegueira. 

O diagnóstico de catarata é feito com os exames de rotina do oftalmologista. A principal forma de tratamento é a substituição cirúrgica do cristalino por uma lente. O procedimento é altamente eficaz e é possível reverter até mesmo os casos graves. 

Para se prevenir contra a catarata secundária, alimente-se de maneira saudável, evite o cigarro e use óculos escuros com proteção UVA/UVB. 

Glaucoma 

De acordo com a OMS, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão dentro do olho (intraocular), o que causa lesões no nervo óptico. Com o passar do tempo, há uma perda gradual da visão.  

A doença é classificada em dois tipos: ângulo aberto (mais comum no Brasil) e ângulo fechado (mais presente no sudeste asiático). 

Os quadros iniciais do glaucoma de ângulo aberto não possuem sintomas perceptíveis no dia a dia. Por isso, é importante se consultar periodicamente com o oftalmologista. Afinal, o diagnóstico inicial é feito com os exames que fazem parte do check-up periódico, como o de tonometria e o de campo visual. 

Alguns exemplos de fatores de risco são a presença de alta miopia, pressão ocular elevada ou a existência de outros casos na família. A doença também é mais frequente entre pessoas negras e se torna mais comum após os 40 anos de idade. 

Não há formas de prevenção definitivas até o momento. Para impedir que o glaucoma cause cegueira, o tratamento pode recorrer a colírios e diversos tipos de cirurgia, de acordo com a gravidade do caso. 

Foto de um oftalmologista realizando um exame com um paciente.
Legenda: Como os primeiros sintomas de doenças oculares podem não ser aparentes, é muito importante ir ao oftalmologista periodicamente.

Retinopatia diabética 

A retinopatia diabética é uma das possíveis complicações da diabetes mellitus, nome científico da diabetes. Ela ocorre quando os vasos sanguíneos na retina, dentro do olho, se enfraquecem e sangram. Esse problema é causado pelo aumento do nível de açúcar no sangue (hiperglicemia). 

O principal sintoma da doença é a perda de visão. Em casos graves, os vasos sanguíneos da retina podem se danificar de maneira irreversível e causar cegueira. Vale ressaltar que ambos os tipos de diabetes podem levar à retinopatia diabética. 

A doença atinge pessoas de todas as idades e se agrava ao longo do tempo. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 50% dos diabéticos desenvolverão algum grau de retinopatia ao longo da vida. Quando a pessoa possui diabetes há mais de 25 anos, a chance de ter a doença aumenta para 80%.  

Oftalmologista realizando exame em paciente idosa.
Legenda: Por ser uma doença grave e sem cura definitiva, a retinopatia diabética exige acompanhamento constante com um especialista.

Para se prevenir, é importante realizar um controle rigoroso da diabetes. É necessário alimentar-se de forma balanceada, fazer o uso correto dos medicamentos, praticar atividade física e evitar o álcool e o cigarro. 

Além dos cuidados preventivos, o tratamento oftalmológico envolve a realização de cirurgias e o uso de medicamentos para conter os sangramentos dentro da retina. 

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) 

Assim como a retinopatia diabética, a degeneração macular relacionada à idade também é uma doença que afeta a retina. Mais especificamente, a parte atingida dentro do olho é a mácula, área central da retina.  

A doença faz com que a visão se torne turva, prejudicando principalmente o centro do campo de visão. Ou seja, surge uma dificuldade de ver aquilo que está no foco do seu olhar. Na medida em que a degeneração se torna mais grave, pode haver problemas na hora de reconhecer rostos, detalhes e cores. 

Há dois tipos de DMRI:  

  • Seca (atrófica): a degeneração avança de maneira gradual e é causada pelo acúmulo de proteínas e gorduras (conhecidas como “drusas”) na mácula. 
  • Úmida (exsudativa): a perda de visão ocorre de maneira rápida e é causada pelo vazamento de vasos sanguíneos malformados (fracos). 

De acordo com estimativa do CBO, 4% dos casos de cegueira no Brasil estão ligados à doença. A maioria dos casos ocorre com pessoas de mais de 50 anos, sendo que 30% dos idosos com 75 anos ou mais no mundo possuem algum estágio de DMRI.  

Homem com deficiência visual atravessando a rua com bengala.
Legenda: Por causa de doenças como a DMRI, os cuidados de combate à cegueira devem ser mais intensos para idosos.

Além do envelhecimento, a degeneração macular relacionada à idade está associada ao tabagismo, à obesidade e à exposição excessiva ao sol. A DMRI também é hereditária, sendo mais comum entre famílias de pessoas caucasianas e de olhos claros. 

O diagnóstico deve ser realizado por um médico, de preferência um especialista, por meio de exames como o de mapeamento de retina. Já o tratamento é realizado por meio de medicamentos e suplementos vitamínicos. 

Para preveni-la, é importante usar óculos escuros com proteção UVA/UVB e manter uma alimentação saudável, com pouca gordura, muitas frutas e hortaliças

O post de hoje te ajudou a compreender melhor as causas mais comuns de cegueira? Compartilhe-o nas suas redes sociais e promova a prevenção entre as pessoas a sua volta! 

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