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Retinopatia Diabética

Você sabe o que é Retinopatia Diabética?

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O excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia ou diabetes) provoca alterações nos vasos sanguíneos. Enfraquecidos, esses vasos sangram e obstruem a circulação. Existem dois estágios principais de retinopatia diabética:

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  • Retinopatia não proliferativa: o paciente pode ter a visão normal, mas existe a possibilidade de ocorrer um vazamento de líquidos nos vasos danificados. Esses vazamentos contêm gordura e proteína. Essas substâncias se depositam em placas na retina, formando os chamados exsudatos. Os vasos da retina também podem sangrar e resultar nas hemorragias intrarretinianas.
    Quando o acúmulo de líquido ocorre na mácula, a visão fica acometida. O nome dessa condição é edema de mácula.
  • Retinopatia proliferativa: ocorre o crescimento de vasos sanguíneos anormais que se estendem pela superfície da retina e podem invadir o conteúdo gelatinoso do olho: o vítreo. Esse fenômeno nos vasos é chamado neovascularização. Os novos vasos formados são frágeis e podem romper-se causando hemorragia vítrea. Além disso, o tecido fibroso pode crescer sobre esses neovasos, provocando trações e descolamento da retina. Outras complicações graves do diabetes são o edema macular (maculopatia diabética), a neuropatia óptica diabética e as obstruções dos vasos da retina, que produzem acentuada baixa de visão e podem evoluir com o glaucoma neovascular.Image result for retinopatia diabetica

O melhor tratamento é a prevenção. O controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue retarda o desenvolvimento e a progressão da retinopatia diabética. Pacientes podem desenvolver estágios avançados de retinopatia diabética sem estarem avisados de que a doença é progressiva. O diabético tipo I deve fazer um exame oftalmológico nos primeiros cinco anos da data do diagnóstico. O diabético tipo II deve fazer esse exame na época do diagnóstico.

O exame de mapeamento de retina é um dos mais importantes para a detecção da retinopatia. Simples, rápido e indolor, esse exame vai indicar a existência de lesões diabéticas, o estágio em que elas se encontram e qual o tratamento indicado. Essas informações repassadas ao endocrinologista ajudam no controle clínico da doença.
Ocasionalmente o médico oftalmologista pode fazer um exame adicional chamado angiofluresceinografia da retina para observar os vasos da retina. A tomografia de coerência óptica (OCT) também pode ser feita para estudo detalhado da área macular.

A fotocoagulação com laser consiste numa cauterização para destruir vasos danificados e prevenir novos sangramentos. A retinopatia pré-proliferativa pode ser tratada com fotocoagulação com laser.
O uso intraocular de drogas anti-inflamatórias e antiangiogênicas (que dificultam o surgimento e o crescimento de vasos) podem ser fundamentais para o sucesso do tratamento. Essas drogas podem ser usadas em associação com os procedimentos de fotocoagulação e cirurgia.

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