
O descolamento de retina é a separação de uma das camadas da retina do restante das camadas mais externas do fundo do olho. É uma grave doença cujo tratamento é complexo e urgente. Quando há uma rotura de retina, o líquido do vítreo infiltra por esse orifício descolando a retina.
Os principais sintomas são flashes e pontos flutuantes, sombra ou perda de parte do campo visual com a progressão do descolamento até que a parte central – mácula – seja acometida.
Essa situação provoca severo comprometimento da acuidade visual. As degenerações periféricas de retina associadas ao trauma e ao descolamento do vítreo atuam como os principais fatores de risco para a ocorrência do descolamento de retina. Outra causa de descolamento de retina é a formação de fibrose e trações na superfície da retina. Essas consequências ocorrem principalmente em doenças vasculares, como a retinopatia diabética e doenças inflamatórias. As camadas suscetíveis de degeneração são áreas muito finas, propícias à ocorrência de rasgões (buracos) na retina.
O tratamento do descolamento de retina é cirúrgico. As principais cirurgias feitas para o reposicionamento da retina no fundo do olho e consequente restabelecimento da nutrição da retina e da visão são vitrectomia, introflexão escleral, retinopexia pneumática, laser e crioterapia.

Estatisticamente obtém-se sucesso anatômico em 80% a 90% dos casos com uma operação. Podem ser necessárias reoperações. Se a mácula (área central e mais sensível da retina) for acometida, as sequelas podem impedir a recuperação da visão de leitura.