Em várias partes do mundo foi determinado um consumo limite de bebida alcoólica para aumentar a segurança no trânsito. O estudo do assunto publicado no Jornal Perception, mostra que, além do álcool afetar as habilidades motoras e a tomada de decisão, também reduz o contraste visual em cerca de 30%, dificultando a noção de profundidade e a distinção de tudo o que for claro e escuro.
Na opinião da médica Oftalmologista do Centro Oftalmológico de Minas Gerais, Daniela Faria, quem já percebeu como os olhos ficam vermelhos e como as reações se tornam mais lentas depois da ingestão moderada ou alta de bebidas alcoólicas deve desconfiar do impacto que isso causa no cérebro e, consequentemente, na visão, a longo prazo.
“Entre os sintomas mais comuns estão à visão dupla e a visão embaçada. Com a repetição desses episódios, os músculos que controlam o foco da visão ficam comprometidos, prejudicando a noção de distância e profundidade. Também a visão periférica, que dá uma noção do que está acontecendo ao redor da pessoa, fica altamente prejudicada com o tempo – e isso é especialmente ruim para quem vai dirigir”, diz a médica.
Dra. Daniela Faria também chama atenção para outros estudos que revelam que o consumo de álcool também está relacionado a distúrbios da superfície ocular, como o olho seco. “Quando o consumo de álcool é prolongado, é possível identificar uma mancha permanente nos olhos: vermelha ou amarela. Esse é, inclusive, um dos sinais físicos encontrados nos alcoólatras. Com o tempo, a pressão ocular elevada pode danificar o nervo óptico, resultando em glaucoma e perda permanente da visão”, finaliza.