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Junho Violeta: mês de prevenção e combate ao Ceratocone

Você já ouviu falar sobre o Ceratocone?

O ceratocone é uma doença ocular degenerativa que atinge a Córnea (parte transparente do olho que recobre a íris) levando ao seu afinamento e encurvamento progressivos.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a doença atinge cerca de 150 mil brasileiros, sendo o principal responsável pelos transplantes de córnea no país.

Os sintomas oculares variam dependendo da gravidade da doença. Nos estágios iniciais o ceratocone normalmente não produz nenhum sintoma e pode passar despercebido pelo paciente. Em geral, ocorre miopia e astigmatismo, que aumentam levando a uma necessidade de troca frequente dos óculos.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Distorção visual (borramento);
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Alteração no brilho;
  • Visão dupla;
  • Imagens fantasmas;
  • Irritação ocular.

A avaliação com oftalmologista pode auxiliar no diagnóstico precoce e realizar tratamentos de acordo com o caso do paciente. Sem seguimento clínico os pacientes com ceratocone podem evoluir com perda progressiva da visão. Os tratamentos podem variar. Nas fases iniciais, quando a deformação da córnea não é grave, o uso de óculos é suficiente para recuperar a acuidade visual. No entanto, à medida que o ceratocone evolui, os óculos precisam ser substituídos por lentes de contato especiais, que ajudam a ajustar a superfície da córnea e a corrigir o astigmatismo provocado pela deformidade.

Um avanço importante no tratamento do ceratocone é o crosslinking, uma intervenção que tem por objetivo fortalecer as moléculas de colágeno da córnea para evitar que ela continue abaulando. Basicamente, a técnica consiste em raspar a superfície da córnea, para depois aplicar um colírio à base de vitamina B2 (riboflavina) e, em seguida, um feixe de luz ultravioleta.

 

 

Existem ainda outras opções de tratamento, como os anéis de Ferrara, que são utilizados para regularizar a curvatura da córnea, quando os óculos e as lentes de contato não produzem mais o efeito desejado.

Embora o ceratocone seja uma causa frequente do transplante de córnea, ele só é indicado em um número pequeno de casos mais graves, quando os pacientes deixaram de responder bem às outras formas de tratamento. Ele consiste na substituição da córnea comprometida pelo ceratocone por outra saudável de um doador e disponibilizada num banco de olhos.

Coçar os olhos pode provocar o Ceratocone!

O hábito de coçar os olhos pode parecer inofensivo, mas as consequências podem ser muito graves, pois além de introduzir sujeira e microrganismos nos olhos, esfregá-los pode causar sérios problemas a visão.

A coceira nos olhos pode ser desencadeada por vários fatores, como doenças, o clima, infecções e até mesmo cansaço.

A área dos olhos é muito delicada e pode ser facilmente deformada. Esse atrito frequente do local favorece o aparecimento e agravamento do ceratocone, já que o trauma prolongado nos olhos fragiliza e rompe as fibras da córnea.

Previna-se!

Junho Violeta é o mês de conscientização sobre o Ceratocone e por isso, durante todo o mês disponibilizamos várias informações de conscientização em nossas redes sociais sobre a doença.

Para o Centro Oftalmológico, a promoção da saúde, atendimento de qualidade e diagnósticos precisos devem ser acessíveis a todos. Portanto, amanhã 24/junho, promoveremos a nossa 2ª Campanha do Ceratocone, tendo como braço social o MG Olhos.

Vamos atender, gratuitamente, pacientes com Ceratocone que aguardam por atendimento na fila do SUS.

A iniciativa contará com a participação de médicos, colaboradores da instituição, patrocinadores e parceiros que acreditaram na importância da campanha e contribuíram para concretização do projeto.

Para todos, é um orgulho realizar uma campanha de solidariedade, amor e cuidado.